sexta-feira, 10 de junho de 2016

Crush




"Nada se cria, tudo se transforma". Antoine Lavoisier

É com esta citação de Lavoisier que faremos alusão ao termo CRUSH, e o poema Quadrilha, de Drummond. 

Estamos na modernidade, mas o ser humano e seu modo de pensar, agir, e se emocionar, basicamente continua o mesmo. 
Muda-se o modo de interação, formas de tratamento, mas o objetivo, a causa, o ápice da questão é, e sempre será a mesma. 
Somos guiados por nossos instintos em primeiro lugar, e em segundo plano a consciência. No momento em que pensamos que estamos agindo conscientemente, o instinto já nos fez pensar que a decisão seria obra da consciência. Sim, somos ID. Mas lutamos incansavelmente, a vida inteira para ser EGO. Pois vivemos entorno de SUPEREGOS que nos amordaçam e acorrentam. 

O CRUSH, nada mais é do que o João que amava Tereza...
Condição do desencontro amoroso, onde se quer o que não se poderá possuir.


QUADRILHA

Carlos Drummond de Andrade

João amava Teresa que amava Raimundo 
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili 
que não amava ninguém. 
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o 
convento, 
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, 
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto 
Fernandes 
que não tinha entrado na história.
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