domingo, 15 de fevereiro de 2015

A mala





Ele veio puxando sua mala, olhando timidamente o ambiente e a mulher que o esperava próximo ao carro. Ela o daria um beijo no rosto de boas vindas!!!!   Mas as bocas, como dois ímãs se encontraram ávidas. E foi como entrar numa passagem secreta, para o mundo flamejante que congelou todo o resto. Não foi um encontro de corpos, mas de almas. Corpos nunca vistos, nunca tocados, mas sensações de intimidade. Como veio, foi. O corpo e a mala. Mas a alma, essa, continua vindo. Enautecida pela cumplicidade existente, pelos anseios futuros talvez, e por saber que é ilusão viver sem voar.


WR.
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